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Promotora Fala De Júri Que Condenou Assassino - Jornal Bom Dia

Promotora Fala De Júri Que Condenou Assassino

Promotora Fala De Júri Que Condenou Assassino

A 1ª Promotora de Justiça de Santa Isabel, Drª Ana Paula Freitas Vilela falou em entrevista exclusiva ao Jornal Bom Dia, sobre o júri que condenou há 18 anos de prisão César Aparecido de 23 anos. Ele confessou ter assassinado Elisânia da Conceição Leal, de 40 anos, em junho do ano passado. Drª. Ana Paula enfatizou que o caso que chocou a população engorda as estatísticas de crime de violência doméstica no município.

Em entrevista realizada na tarde de ontem, 23, a promotora enfatizou que o feminicídio em Santa Isabel, dentre os crimes contra a vida, é um dos mais correntes.

“O homicídio também não foge dessa regra”, pontuou.

Sobre o Júri que condenou César, Drª. Ana Paula explicou que houve um Conselho de Sentença composto por sete jurados, sendo sua maioria mulheres. “Foram seis mulheres e um homem, dentre os sorteados. Existem os jurados que fazem parte, os quais estão inscritos previamente. É preciso de pelo menos 21 para instaurar a sessão. Dos presentes, tira-se os nomes e sete pessoas compõe a sentença”, explicou.

De acordo com a promotora, as provas eram muito consistentes, além de o réu ser confesso. “Não há necessidade de um Conselho de Sentença fundamentar sua decisão diferentemente de um Juiz Togado, mas acredito que de acordo com as provas, o Júri o condenou, pois aquele crime estava provado e ele confessou”, pontuou.

Drª. Ana Paula lembrou ainda que nem mesmo a defesa afastou, de fato, que ele tenha matado a Elisânea, o que a defesa tentou afastar foram às qualificadoras. “Ele foi condenado por um homicídio, qualificado por quatro vezes, inicialmente pelo motivo torpe, por meio cruel, a traição, pois ele a enganou a levando para o local do crime e o último motivo foi o feminicídio, por razão de ser mulher”, explicou.

De acordo com a Promotora, César foi confesso em relação ao crime e reforçou que a morte de Elisânea foi premeditada. “Totalmente. Eu mostrei a faca que ele comprou para o crime, ele tinha um martelo dentro do carro. Foi totalmente premeditado”, reforçou.

A Promotora lembrou ainda que a defesa sustentou que o aborto sofrido por Elisânia teria sido cometido, o que não foi acatado. “Ninguém entra no carro para morrer. O César a matou porque a vítima estava grávida. Ele não queria o filho e optou pelo outro filho, o qual estava sendo gerado pela esposa”, pontuou.

Por fim, os jurados reconheceram todas as teses que a acusação defendeu, condenando César Aparecido há 18 anos de prisão por ter matado a mulher com quem mantinha uma relação extra conjugal.