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Morte Em Santa Isabel Pode Ser Prenúncio De Supervírus - Jornal Bom Dia

Morte Em Santa Isabel Pode Ser Prenúncio De Supervírus

Morte Em Santa Isabel Pode Ser Prenúncio De Supervírus

A Secretaria Municipal de Saúde não confirmou se o falecimento de Flávio Penha, 42, no dia 4 da semana passada tem, de fato, relação com a nova gripe. Entretanto, familiares da vítima acreditam que a infecção pela gripe Influenza com o vírus H3N2, tenha sido a causa de sua morte ocorrida prematuramente na Unidade de Pronto Atendimento - UPA. O Ministério da Saúde confirmou predominância do supervírus no Brasil.

Esta semana, mais duas pessoas deram entrada na Santa Casa da cidade com suspeitas da gripe, que já circulou nos Estados Unidos (EUA) e agora está no Brasil. As vítimas são o sogro e a avó de Flávio, que estão internados em áreas de isolamento da unidade hospitalar, justamente por haver suspeitas da contaminação pelo vírus.

Em entrevista exclusiva à reportagem do Jornal Bom Dia, Tamires Rocha - esposa de Flávio - reclamou do atendimento ofertado ao marido pela UPA. Segundo ela, o esposo começou a apresentar sintomas da gripe no dia 27 de abril, três dias antes de completar 42 anos. “Eles estava com febre alta, dor de cabeça, diarreia, dor no corpo e falta de ar. Ele ainda vomitou e então, quando foi na sexta-feira (dia 27 de abril) depois do trabalho, fomos até a UPA”, relatou.

Tamires disse que o esposo deu entra na Unidade por volta das 20h e lá, a médica de plantão orientou que fosse feita a triagem básica, como aferir a pressão arterial. “Foi o básico mesmo, ainda ele tomou Decadron e Dipirona injetável e em seguida foi liberado”, contou.

Tamires disse que Flávio continuou sua rotina de trabalho normalmente nos dias seguintes, mas os sintomas foram agravandos e no dia 30 de abril, tornou a procurar atendimento na UPA.

“Lá, eles tiraram Raio-X e disseram que ele apresentava manchas salteadas no pulmão. Neste dia ele vomitou muito e estava com febre, aí ele voltou para casa com mais um monte de remédios. No dia seguinte ele não dormiu direito e na madrugada do dia 3 ele voltou para a UPA e de lá não saiu mais”, relatou a esposa.

A falta de ar de Flávio chamou a atenção de Tamires. Segundo ele, este foi o principal sintoma que o levou a morte. À reportagem, ela disse que o esposo chegou a tirar a camisa dentro do hospital, como uma tentativa de respirar melhor.

“Ele clamou muito por socorro, mas o oxigênio era pouco na UPA – ele precisa ser transferido com urgência para a Santa Casa, pois a UPA não tinha estrutura para prestar o atendimento necessário para ele, mas ele não conseguiu vaga e morreu ali mesmo”, disse ela emocionada.

À reportagem do Jornal Bom Dia, Tamires mostrou as conversas de telefone do marido com o Secretário de Saúde do Município, Clebão do Posto. Em uma tentativa frustrante em receber socorro, Flávio implora transferência ao Secretário via whatsapp. A conversa teve início no dia 2 de maio, quando Flávio recorre à autoridade municipal , sem sucesso.

Em um trecho da conversa, depois de insistir pela transferência, Flávio revela a gravidade de seu quadro de saúde ao secretário. “Estou isolado no quarto desde as 13 horas e não consigo transferência para a Santa Casa”, disse.

Em resposta, o Secretário afirma que estava tentando uma vaga no hospital, mas que não havia leito disponível. A última mensagem de Flávio para o secretário aconteceu no dia 3 de maio, ainda na tentativa de vaga na Santa Casa de Santa Isabel. Na madrugada do dia seguinte, Flávio faleceu, sem conseguir atendimento adequado.

Ele foi enterrado no dia 5 de maio as 8h no cemitério dos Brotas e deixou a esposa Tamires e o filho de apenas 4 anos de idade.

“E agora, o que eu digo para meu filho? Com quatro anos ele não consegue entender que o pai não volta mais. Ele olha para o céu e conversa com o pai, ele brinca com os brinquedos e só fala do pai o tempo todo”, disse a esposa emocionada.

Após a morte de Flávio e a internação de mais dois membros da família, uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Isabel se deslocou até a casa de Tamires, no bairro Jardim das Acácias e vacinou nove membros da família. A vacina foi aplicada nesta quarta-feira, 9, após suspeitas da gripe.

Até ontem, 11, o sogro de Tamires de 71 anos continuava internado em um quarto isolado na Santa Casa, enquanto a avó que tem mais de 80 anos permanece no isolamento da Unidade de Terapia Intensiva – UTI, do Hospital.

CAMPANHA

A Prefeitura de Santa Isabel informou que iniciou no dia 23 de abril a Campanha de Vacinação contra o vírus da Gripe H1N1, nas Estratégias Saúde da Família – ESF e Unidades Básicas de Saúde – UBS. Entre os grupos prioritários, a municipalidade disse que aproximadamente 2.763 munícipes já foram vacinados.