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SANTA ISABEL E ARUJÁ SOMAM 22 CASOS DE SARAMPO

A informação é do Governo do Estado de São Paulo, que ontem, 8, divulgou a lista de Municípios que contem casos confirmados da doença. De acordo com o cenário epidemiológico divulgado pelo Governo do Estado, Arujá e Santa Isabel somam 22 casos confirmados da doença.

[SANTA ISABEL E ARUJÁ SOMAM 22 CASOS DE SARAMPO]

A informação é do Governo do Estado de São Paulo, que ontem, 8, divulgou a lista de Municípios que contem casos confirmados da doença. De acordo com o cenário epidemiológico divulgado pelo Governo do Estado, Arujá e Santa Isabel somam 22 casos confirmados da doença.

Na lista dos Municípios cujo Sarampo tem registro nos setores de vigilância epidemiológica, Santa Isabel conta com 7 casos confirmados na cidade, enquanto Arujá atingiu 15 casos.

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus. Neste ano, até o momento, há 8.516 casos confirmados laboratorialmente. Considerando que o vírus já circula em todo o território paulista, conforme prevê no Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, o Estado também confirma casos com base no critério clínico-epidemiológico (ou seja, com base em sintomas e avaliação médica), englobando outros 2.579 casos. Cerca de 56,2% do total de casos se concentram na capital.

Neste ano, desde agosto, houve 14 mortes decorrentes de complicações pelo sarampo, incluindo uma anunciada nesta semana: uma menina residente em Limeira, com 1 ano e 10 meses, faixa etária considerada mais vulnerável a complicações pela doença

O Estado de São Paulo segue vacinando contra sarampo bebês com idade entre 6 meses a menores de 12 meses, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e óbitos, e representa cerca de 15,3% do total de casos registrados em SP.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. É importante que este público compareça aos postos de saúde preferencialmente com a carteirinha de vacinação para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.  O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

As salas de vacinação devem fazer triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente. Para as crianças com alergia grave ao ovo, é recomendável procurar orientação médica, para que a Vigilância Municipal agende o atendimento em serviço apto a administrar da vacina em ambiente controlado e com condições de realizar o atendimento de anafilaxia (reação alérgica grave), caso necessário.

OUTROS PÚBLICOS

Entre 18 e 30 de novembro, acontecerá a segunda fase da campanha de vacinação, focada em jovens de 20 a 29 anos. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

A primeira fase ocorreu entre os dias 7 e 25 de outubro e imunizou cerca de 400 mil crianças na faixa de 6 meses a menores de cinco anos de idade.

Os municípios devem ainda seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença.

A vacina é contraindicada também para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde. As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.